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De ‘provas de embrulhar o estômago’ à ausência de culpados: as contradições que levaram ao arquivamento do caso Cão Orelha

O Ministério Público de Santa Catarina solicitou o arquivamento das investigações envolvendo o caso do cão “Orelha”, encontrado ferido em Florianópolis e posteriormente submetido à eutanásia.

Segundo o MPSC, a decisão foi tomada após a análise de quase dois mil arquivos relacionados ao caso. O órgão concluiu que os adolescentes investigados e o animal não estiveram juntos no mesmo local e horário da suposta agressão.

O parecer também aponta que a morte do cachorro teria sido causada por uma condição grave preexistente, e não por maus-tratos. Além disso, o Ministério Público afirma que, no momento em que um dos adolescentes esteve próximo ao deck investigado, o cão estava a cerca de 600 metros de distância.

Com isso, o órgão entende que não há elementos suficientes para sustentar a versão apresentada inicialmente nos relatórios policiais, que indicavam que ambos teriam permanecido no mesmo espaço por aproximadamente 40 minutos.

O pedido de arquivamento foi encaminhado à Vara da Infância e Juventude da Capital na última sexta-feira (8), mas o conteúdo veio a público apenas nesta semana.

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